Da riqueza (ou da saudade)
Nem sequer com o mais puro dos ouros,
Ou, mesmo, com o lídimo diamante,
Que se encontra nos mais raros tesouros,
Enterrados na praia fulgurante,
Nem tampouco de amor embriagado
Pela curva dos seios, lábios dela,
Pelo toque mestiço, tão calado,
Que faz da noite, enfim, sempre a mais bela,
Vesti-me de alegria mais sofrida,
De tal felicidade, de tal glória,
Cravejada na luz e na ferida,
Que com o acalento da memória,
Dos que deram adeus à feliz vida,
Para formar a nossa triste história!
Lucas de Lazari Dranski
