Doutras riquezas

Que coisa bela este tamanho mundo

É, derramado em suas ternas graças!

Os faustos pássaros, de muitas raças,

E o equóreo mar, sem os faróis, profundo.


Vejo o namoro, do albo céu co'a Lua;

Da luz de estrelas com as nuvens áureas;

A ação divina, do velhaco Bóreas,

Meio à tormenta, a nortear falua.


Na proa, avisto terra à beira-mar!

Ah! Que belezas teus segredos vários

De mim escondem? Poderei te amar?!


Não, consoante os humanais corsários:

"Não és capaz de a feraz terra amar."

- Pois enganais-vos! Busco é a paz, sicários!


L.L.D.


Créditos pela imagem: https://unsplash.com/photos/CaLEWzUd4O4

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