Pai

domingo, 12 de novembro de 2023 16:32


Foi num piscar que meu pai me deixou

Estávamos no carro, tão felizes,

Até que, num rompante, nos cruzou

A fronte um caminhão, qual mil juízes!


Ceifando sua vida, sem adeus,

Guiando-me, enfim, para o hospital triste,

Sem sobreaviso, com os choros meus,

Enlutado, o homem que erigiste.


Em meu coração, ter-te-ei comigo!

Nunca solito, mas a todo tempo,

Trarei o pouco que aprendi contigo,


Em meu interior, de defensor,

Sibilando, co'o tremor do mau vento,

Ó meu pai, sou teu, meu navegador!


Lucas de Lazari Dranski

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